Nova York. O Departamento de Defesa dos EUA anunciou ontem uma nova estratégia de segurança cibernética, na primeira menção pública aos planos do governo norte-americano de usar armas cibernéticas em conflitos contra inimigos.
O documento, de 33 páginas, afirma que o Pentágono "poderá usar operações cibernéticas para atingir as redes de comando e controle, infraestrutura militar e as capacidades de armamento de seus adversários".
Para exemplificar as ameaças que rondam o país, o secretário de Defesa, Ashton Carter, revelou ontem, em discurso na Universidade de Stanford, na Califórnia, que hackers russos conseguiram acessar materiais não confidenciais na rede do Pentágono neste ano. A brecha, no entanto, foi identificada e corrigida em 24 horas, afirmou. De acordo com Carter, a reação rápida mostra que o departamento está se movendo na direção certa. "Mas eu ainda me preocupo com o que não sabemos, porque esse foi só um ataque", disse.
Responsabilidade por morte
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou ontem a morte de dois reféns da Al Qaeda, um norte-americano e um italiano, assassinados por erro em uma operação americana na fronteira afegã-paquistanesa, um incidente pelo qual o presidente assumiu "responsabilidade total".
"Quero expressar nossas condolências às famílias dos dois reféns, o americano Warren Weinstein e o italiano Giovanni Lo Porto, que morreram tragicamente", disse Obama.