Na época, o principal alvo era o mercado financeiro, mas os ataques
se espalharam para outros setores, de órgãos públicos a escolas. Um
grande ataque à Dyn, empresa de gerenciamento de domínios, derrubou
sites como o da Amazon e Netflix, e outro prejudicou um fornecedor de
hospedagem francês. Analistas do Gartner observam que, embora esses
ataques possam dominar as manchetes, eles não são o destaque do cenário
de DDoS.
“Eles não têm uma grande penetração. É provável que a maioria de
vocês nunca vá enfrentar um ataque dessa proporção. Grande parte dos
ataques está na faixa de 20 a 30 Gbps ou até menos, enquanto os maiores
registraram até 1,2 terabit por segundo. Na verdade, há dois tipos de
ataques ocorrendo: os volumétricos e os por aplicativos. Embora as
empresas devam se proteger contra ambos, os volumétricos são mais
simples e mais comuns”, diz Lawrence Orans, vice-presidente de pesquisas
do Gartner.
Os ataques DDoS passaram por uma evolução nesses anos e o foco mais
comum deles tem sido a Internet das Coisas (IoT). As empresas precisam
pensar em opções de mitigação para se protegerem e se defenderem contra
esses ataques. Na conferência, os analistas do Gartner irão detalhar as
três técnicas seguintes de resposta aos ciberataques:
Scrubbing centers
A opção mais comum para mitigar DDoS é o scrubbing center (centro de
limpeza). Quando uma empresa com essa estrutura detecta qualquer
movimento de DDoS, pode escolher desviar todo o tráfego (bom e ruim)
para o scrubbing center mais próximo. Nesse local, a parte ruim será
descartada e a boa será enviada de volta para a companhia. Essa opção é
interessante para ambientes com vários provedores de serviços de
internet (ISPs, na sigla em inglês) e pode ser usada para mitigar
ataques volumétricos e por aplicativos. Para quem tem um scrubbing
center, mas quer reforçar a proteção, alguns fabricantes colocam um
dispositivo no data center próprio — no entanto, o custo-benefício da
opção em nuvem é melhor.
Método de limpeza das vias de tráfego no provedor (ISP)
A segunda opção tem a mitigação de DDoS como recurso. Os provedores
de serviços de internet têm seus próprios scrubbing centers internamente
e, como um bônus, monitoram seu site e mitigam ataques. Nesse caso,
eles atuam como ponto único (one-stop shop) para oferta de banda larga,
hospedagem, controle de DNC e DDoS. A qualidade vai depender do nível de
experiência de cada provedor. Alguns já apresentam esses serviços há
tempos, outros estão começando agora e há os que não têm intenção de
oferecer.
Abordagem da rede de entrega de conteúdo
As grandes redes de entrega de conteúdo (CDNs, na sigla em inglês)
têm mais de 200 mil servidores fazendo cache globalmente e partes dos
sites são distribuídas ou armazenadas em cache em todo o mundo. Isso
permite oferecer uma experiência melhor e com menos latência para os
usuários. No entanto, essa também pode ser uma boa técnica de mitigação
porque o site é distribuído mundialmente em vários servidores globais em
vez de um servidor único de origem, sendo mais difícil de derrubá-lo.
Essa abordagem é uma boa opção para empresas que já são consumidoras de
CDNs, já que é necessário se preparar para usar essa rede.